9 de fevereiro de 2013

Somos eternos aprendizes.


É estranho como cada pessoa reage ao novo. Alguns resistem, outros ponderam e ainda existem aqueles que se entregam de corpo e alma a ele. Quando estamos tratando da questão da aprendizagem teológica, as reações não são diferentes. Cada cristão, independente da posição que ocupa na hierarquia religiosa, vai agir de acordo com uma dessas três formas. Creio que isso seja algo totalmente normal e é importante que seja assim, porque, do meu ponto de vista, existe certa complementaridade nessas reações e isso é altamente protetivo para o Corpo de Cristo. Mas, seja qual for a nossa reação primária, creio que diante de um novo ensino, que necessariamente não é uma novidade, deveríamos estar abertos para considerá-lo e se necessário for, refutá-lo de forma bíblica. Agindo assim, não apenas continuaremos aprendendo, mas também nos depararemos constantemente com a nossa própria ignorância e necessidade de reconhecer que não sabemos quase nada, principalmente quando o assunto estudado é o próprio Deus (teologia = estudo de Deus). Por isso, incentivo a todo cristão que verdadeiramente deseja conhecer a Deus, que se entregue ao estudo cuidadoso da Palavra e se aprofunde no conhecimento teológico, pois isso contribuirá não apenas para nosso aprendizado, mas também para quebrar nossa altivez e pedantismo.

7 de fevereiro de 2013

Sobre a entrevista do Malafaia no programa da Gabi.


Eu tinha dito para mim mesmo que não ia comentar, mas não resisto, é mais forte do que eu! Quero emitir minha opinião sobre a entrevista e sabe o que é mais interessante nessa história, é que eu nem vi a mesma. Não vi no dia, não vi depois. Para mim esta entrevista é igual o filme Titanic, que para aqueles que me conhecem, sabem que eu me recuso terminantemente a ver! Não adianta, não vou ver! Mas mesmo assim tenho considerações sobre ela. Na verdade, é mais um exercício de adivinhação gospel (misericórdia!). Segue abaixo uma lista de situações que, provavelmente aconteceram nessa entrevista:

01.   Ele não deixou a Gabi falar e praticamente conduziu a entrevista (infelizmente sofro do mesmo mal);

02.   Em algum momento, ele disse que estava ali defendendo ou representando os líderes evangélicos ou a igreja (todas as vezes que se apresenta em público, de alguma forma, direta ou indiretamente, ele diz estar falando em nome da igreja);

03.   Ele usou bastante gíria da malandragem carioca (nada contra, porque moro na quebrada, tá ligado!);

04.   Ele citou a PL 122 e falou sobre a lei da mordaça (essa é uma discussão complexa e não deve ser tratada de forma superficial, como tem sido feito. Não devemos impor nossa moralidade cristã para um mundo não – cristão. E outra, como os homossexuais tem os seus direitos, NÓS também temos como cristãos (direito de credo);

05.   Em algum momento da entrevista, ele disse que era psicólogo ou citou o seu vasto currículo intelectual (citar a sua formação e o que você já leu ou sabe, cria a sensação de intelectualidade);

06.   Ele gerou no coração de muitos cristãos que estavam vendo que o santo venceu o profano num debate televisivo (eu não entendo esse desejo estranho dos cristãos de serem compreendidos e respeitados pela sociedade. A mensagem de Deus é loucura, esqueceram? Além disso, nesse tipo de debate quem ganha é a emissora e o convidado. Ninguém mais!);

07.   Ele citou versículos fora do contexto para justificar as suas posições teológicas (é a única forma de explicar o inexplicável);

08.   Ele afirmou de pé junto que não é dono da fortuna que a Forbes disse que ele tem e deu um jeito de provar isso (sabemos que no Brasil, a coisa mais fácil do mundo é ocultar dados financeiros. E para quem não sabe, igreja e associação são um dos caminhos mais fáceis para isso. Além dos laranjas, é óbvio!);

09.   Ele defendeu a família e os valores morais da igreja com todo “amor e carinho” (a forma como ele fala não é problema. Mas insisto, a moralidade cristã não interessa ao mundo caído. Ela é importante para nós e muitas vezes não as temos vivido);

10.   Ele falou muita coisa boa e que tem sentido, mas foi controverso em outras (somente falar bobagem não credibiliza o discurso).

Bom, acho que tinha mais alguns palpites para dar, mas esses já são o suficiente. Não me interessa se ele é rico ou não, se ele é famoso ou não, se ele é polêmico ou não. Para falar a verdade, nem mesmo a pessoa em questão me interessa! O que me preocupa é o senso comum, a distorção de princípios e a ênfase exagerada no homem (popstar gospel). Além disso, me preocupa também a incapacidade da igreja brasileira de fazer avaliações mais racionais e coerentes sobre qualquer tema ou sobre qualquer pessoa (se isso se fizer necessário) sem cair para a vala comum de chamar aqueles que fazem isso de rebeldes, ciumentos, amargurados, etc. Ninguém está isento do erro e por incrível que possa parecer, o Silas Malafaia também não está!

PS: quem viu a entrevista, pode dizer: acertei um tanto, né não? E outra coisa: que camisa era aquela que ele estava usando, my God!!!

3 de fevereiro de 2013

Um breve pensamento sobre a graça de Deus.


Estou muito convicto de algo e creio que a cada dia que passa essa certeza somente vai ser cristalizando dentro de mim. Creio que a única forma de compreendermos de forma intensa e pura o amor e a graça de Deus, passa pelo entendimento inequívoco da nossa condição pecaminosa diante dEle. Ou seja, o amor de Deus se revela em sua plenitude quando nos deparamos com a sua Santidade. Quando isso acontece, percebemos que a única coisa que podíamos e merecíamos receber dEle seria a condenação eterna. É nesse momento, quando a perfeição de Deus se encontra com a imperfeição humana, que a sua grande graça e misericórdia se revela a nós, pois ao invés de recebermos a justa punição pelos nossos pecados, somos elevados à condição de filhos. Impactado por essa verdade, a única coisa que nos resta é a dedicação irrestrita a Ele, como servos inúteis, que encontraram perdão para a suas culpas e agora podem viver e morrer para o seu Senhor.