24 de outubro de 2013

O Espírito Santo é uma energia?

Na Teologia daqueles que conhecemos como Testemunhas de Jeová, o Espírito Santo é considerado uma força ativa que procede de Deus, mas não sendo ela mesmo Deus (a grosso modo, essa a crença deles sobre esse tema). Diferentemente da posição teológica evangélica, que define o Espírito como uma pessoa pertencente a Divina Trindade, juntamente com Deus Pai e Deus Filho. A Confissão de Fé de Westminster, trata desse tema da seguinte forma:

CAPÍTULO II
DE DEUS E DA SANTÍSSIMA TRINDADE
I. Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.
Deut. 6:4; I Cor. 8:4, 6; I Tess. 1:9; Jer. 10:10; Jó 11:79; Jó 26:14; João 6:24; I Tim. 1:17; Deut. 4:15-16; Luc. 24:39; At. 14:11, 15; Tiago 1:17; I Reis 8:27; Sal. 92:2; Sal. 145:3; Gen. 17:1; Rom. 16:27; Isa. 6:3; Sal. 115:3; Exo3:14; Ef. 1:11; Prov. 16:4; Rom. 11:36; Apoc. 4:11; I João 4:8; Exo. 36:6-7; Heb. 11:6; Nee. 9:32-33; Sal. 5:5-6; Naum 1:2-3.
II. Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança. Ele é todo suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto. Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos. Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que ele há por bem requerer deles.
João 5:26; At. 7:2; Sal. 119:68; I Tim. 6: 15; At - . 17:24-25; Rom. 11:36; Apoc. 4:11; Heb. 4:13; Rom. 11:33-34; At. 15:18; Prov. 15:3; Sal. 145-17; Apoc. 5: 12-14.
III. Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade - Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, O Pai não é de ninguém - não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.
Mat. 3:16-17; 28-19; II Cor. 13:14; João 1:14, 18 e 15:26; Gal. 4:6.

Pois bem, se acreditamos que o Espírito Santo é uma pessoa, porque às vezes nossas atitudes com relação ao mesmo mais parecem de alguém que crê ser Ele apenas uma força ativa? Expressões do tipo “o Espírito Santo vai descer! Ele vai ser derramado!” não cria a impressão de que ele é uma coisa e não uma pessoa? E o que dizer dos espetáculos criados pelos artistas do “avivamento”, que fazem o Santo Espírito de Deus parecer um bicho enjaulado, que quando é solto, sai arrebentando tudo e todos que vê pela frente? Ternos sendo jogados, dedos sendo apontados nas direção de uma pessoa e a “belíssima” palavra de ordem sendo dita: “RECEBA!”. O que dizer e pensar disso? Não posso afirmar que sempre que isso acontece, algo está errado ou que as pessoas que assim agem, fazem por má-fé, mas tenho condições de afirmar que muitas vezes isso é apenas um joguete emocional, que cria uma visão equivocada do Deus Trino. Como consequência, muitas vezes, somos levados a ignorar qual é a verdadeira ação e propósito do Espírito Santo na igreja, que é convencer o ser-humano do pecado, da justiça e do juízo, bem como atuar como o Santo Consolador e passamos a nos relacionar com um conceito abstrato, que mais se parece com uma energia ativa que procede de Deus, tendo como objetivo despejar uma descarga elétrica emocional em nós. Penso que precisamos rever nossa teologia e também nossas ações com relação a tudo isso, correndo o risco de, se não fizermos isso, nos relacionarmos com um conceito equivocado do Espírito Santo e não com Ele mesmo.


PS: talvez você não concorde comigo, mas pergunte para um novo- convertido o que ele pensa sobre o Espírito Santo. A resposta pode deixar você preocupado. Talvez ele não tenha entendido porque não foi lhe ensinado nem por palavras e muito menos por atitudes!

Quem suporta o Dr. House?

Honestamente, não sei se alguém na face da Terra é capaz de ser 100% sincero e transparente o tempo todo. Creio que se algum maluco se aventurasse a praticar a sinceridade plena durante um mês apenas, ele perderia muita coisa com isso, porque na verdade, como seres-humanos não estamos preparados para lidar com excesso de transparência. Imagina se decidíssemos falar tudo que viesse a nossa cabeça o tempo todo. A Caixa de Pandora seria aberta e o caos global seria instaurado! Acho (veja bem, não tenho certeza, por isso eu ACHO!) que todos nós carregamos um pouco de “falsidade” dentro de nós e ao mesmo tempo um desejo de preservar nossa reputação e num certo sentido, isso pode até ser considerado algo normal e necessário. Mas o grande problema nisso tudo é quando essa falsidade por assim dizer, se sobrepõe de maneira inequívoca em relação à verdade e transparência que deve existir em nossas vidas. Então, já não estamos mais vivendo nossa vida e sim apenas representando um personagem que julgamos ser mais adequado para o nosso habitat natural. Isso é simplesmente desastroso! Por isso, creio que devemos lutar contra a pecaminosa inclinação da nossa carne que nos impulsiona a viver uma mentira e passarmos a depender do Espírito Santo de Deus para nos auxiliar no caminho da sinceridade que precisa vir acompanhada de maturidade, bom senso e amor ao próximo. Oremos! Paz a todos!



PS: ah, o post tem esse título porque me lembrei deste personagem e de sua sinceridade quase cruel em alguns momentos. 

14 de outubro de 2013

Eu não quero mais congregar!

Se existe uma coisa que me irrita é ver gente dizendo que não precisa congregar para ter uma vida com Deus. Isso até é uma verdade em partes, mas esconde uma indisposição terrível em dividir a vida com outras pessoas e se permitir ser ministrado, corrigido e exortado pelo Corpo de Cristo. Daí quem pensa assim pode dizer que tem como praticar essas coisas sem ir à igreja. Então me ponho a pensar e chego a seguinte conclusão: o infeliz que pensa assim deve se achar mais inteligente do que Deus, que agiu no meio do seu povo e os levou a viver em comunidade (igreja). Pô, basta ler Atos e as cartas do Novo Testamento e veremos lá mensagens sendo dirigidas a igrejas constituídas. Será que é tão difícil enxergar isso? Tinha liderança, tinha padrão disciplinar, tinha modelo litúrgico, tinha comprometimento com um sistema eclesiástico estabelecido, tinha padrões de comportamento que deviam ser respeitados no ato das reuniões regulares, etc, etc. Mas às vezes algumas pessoas estão tão feridas e por isso mesmo também estão tão egocêntricas, que decidem fazer a coisa do seu jeito, porque do jeito que os cristãos fizeram ao longo dos séculos já não serve mais para elas. É muita pretensão, minha gente! Creio que precisamos ter um olhar crítico com relação à igreja instituída, mas nunca podemos abandoná-la. As mudanças precisam acontecer, mas elas começarão em nós, sacou? Mas se alguém se acha muito bom (nunca vai admitir isso!), realmente a igreja não servirá para ela, pois é lugar para gente imperfeita e esses “moderninhos” não suportam isso. Por mais que digam que querem viver o amor de Deus de forma simples e despretensiosa, o que desejam de verdade é acariciar seus egos inflados pela soberba de uma pretensa vida simples. Vai entender!