29 de agosto de 2014

Sobre preconceito racial

Vez por outra, surgem fatos sociais que são extremamente oportunos para purgarmos nossa culpa como sociedade. O caso da torcedora do Grêmio envolvida num ato de injúria racial contra o goleiro Aranha mostra isso. Pune-se um bode expiatório (com razão, obviamente) e com isso nos sentimos bem, como se estivéssemos lutando contra o racismo no Brasil de fato e de verdade. A sociedade, em sua maioria, se sente moral e eticamente redimida e a vida segue adiante. É mais ou menos como a campanha #somostodosmacacos, lançada a algum tempo atrás. Tenta-se combater este mal social, com surtos de moralidade, com atitudes "politicamente corretas" e uma grande dose de exposição midiática. A população em geral fica com aquele sentimento de dever cumprido e isso basta. Mas o racismo continua diariamente se manifestando de forma absurda e hipócrita por todos os cantos do Brasil e do mundo como uma doença degenerativa e cruel, que impede que todos seres - humanos sejam percebidos como iguais. O que me resta dizer é: bem vindo a sociedade moderna! Viva a raça humana, que evolui e se compreende a cada dia! Uma salva de palmas para todos nós racistas de plantão!

25 de agosto de 2014

O erro e suas consequências

Despeje um litro de óleo no chão e tente limpar tudo com apenas um guardanapo. Você verá que é uma tarefa impossível de ser realizada com perfeição. O guardanapo será apenas um paliativo, por assim dizer, diante da sujeira causada pelo óleo. Agora aplique esta mesma lógica para os erros que cometemos e as consequências dos mesmos. Apenas atitudes superficiais não serão suficientes para limpar o rastro de sujeira que deixamos para trás. Devemos ser radicais quando o assunto se trata de consertar erros cometidos e não ficar arranjando desculpas para a nossa própria consciência. Isso não resolve nada. Obviamente, não estou minimizando o poder redentor de Cristo, apenas estou falando sobre as consequências dos nossos erros e como devemos agir diante disso, pois quando somos alvo da injustiça alheia, julgamos que somos merecedores de uma retratação correta, mas quando  o culpado somos nós, normalmente relativizamos o erro e a forma de lidarmos com ele. Creio que nos falta uma boa dose de bom - senso e por que não dizer de vergonha na cara. Se espalhou o óleo, faça tudo o que for necessário para limpar a sujeira!

11 de julho de 2014

"Foi só um apagão!"

Depois do resultado mais vexaminoso da história do futebol brasileiro, o que mais tenho ouvido por parte daqueles que protagonizaram tal feito é: “foi só um apagão!”. Repetindo isso a exaustão, creio que querem convencer os outros, mas principalmente a si mesmos, pois assim a situação fica menos dolorosa. Esse é um hábito humano que, diante do erro, insiste em buscar uma justificativa para o mesmo. Tenho visto isso na prática diária do pastorado. Quando o pecado alheio vem à luz, queremos justiça a qualquer preço, mas quando se trata do nosso pecado pessoal insistimos que foi só um deslize! Apenas um momento de fraqueza onde nos deixamos levar pela doce sedução das trevas. Isso é um grande problema, pois na maioria das vezes não é apenas uma escorregadela e sim um comportamento crônico que possui raízes mais profundas e que se não forem tratadas com honestidade e humildade nunca serão resolvidas. Enfim, se desejamos mudança em nossa vida quando erramos, precisamos assumir a culpa pelos nossos erros e ter uma atitude radical diante dos mesmos, senão podemos apelar para a desculpa mais ouvida nos últimos dias: “FOI SÓ UM APAGÃO!”.