Um assunto de extrema relevância
na atualidade quando se trata das igrejas cristãs, é aquele que trata do papel
que elas devem exercer na sociedade. Sabemos que a Igreja de Cristo é um
organismo formado por adoradores, comprometida com a evangelização e com a
transformação da sociedade. Mas esse é o nosso papel como Corpo de Cristo, a
Igreja Invisível que se estende sobre toda a Terra. Mas acredito que devemos avaliar
nossa responsabilidade como igreja local, ou seja, como uma entidade localizada
dentro de um território, uma comunidade menor inserida numa comunidade maior. Nesse sentido, o conceito de Igreja Estendida precisa ser colocado em
prática. Basicamente, entendemos que uma igreja local, que possui um espaço
físico para as suas reuniões, precisa ser um ponto de referência para a
comunidade em seu entorno. Ela deve extrapolar os limites das atividades
meramente religiosas e se tornar um centro de apoio comunitário, ou seja, um
local onde pessoas convertidas ou não possam enxergar como uma localidade
aberta a eles e disposta ajudá-los na medida da sua capacidade. Dentro da visão
de uma Igreja Estendida, não existe margem para templos suntuosos que servem
apenas para os momentos de culto dos seus congregados e no restante da semana,
fica entregue as moscas, por se tratar de um espaço subutilizado. Enfim, Igreja
estendida é igreja com cheiro de gente, com preocupações reais com relação ao
mundo que a cerca e com disposição necessária para suprir as demandas que
surgem, segundo a graça e a provisão dada por Deus. Numa Igreja Estendida, as
portas não estão abertas somente nos domingos de culto, mas sempre que se fizer
necessário para que muitos possam se beneficiar dela.27 de novembro de 2014
Além das quatros paredes.
Um assunto de extrema relevância
na atualidade quando se trata das igrejas cristãs, é aquele que trata do papel
que elas devem exercer na sociedade. Sabemos que a Igreja de Cristo é um
organismo formado por adoradores, comprometida com a evangelização e com a
transformação da sociedade. Mas esse é o nosso papel como Corpo de Cristo, a
Igreja Invisível que se estende sobre toda a Terra. Mas acredito que devemos avaliar
nossa responsabilidade como igreja local, ou seja, como uma entidade localizada
dentro de um território, uma comunidade menor inserida numa comunidade maior. Nesse sentido, o conceito de Igreja Estendida precisa ser colocado em
prática. Basicamente, entendemos que uma igreja local, que possui um espaço
físico para as suas reuniões, precisa ser um ponto de referência para a
comunidade em seu entorno. Ela deve extrapolar os limites das atividades
meramente religiosas e se tornar um centro de apoio comunitário, ou seja, um
local onde pessoas convertidas ou não possam enxergar como uma localidade
aberta a eles e disposta ajudá-los na medida da sua capacidade. Dentro da visão
de uma Igreja Estendida, não existe margem para templos suntuosos que servem
apenas para os momentos de culto dos seus congregados e no restante da semana,
fica entregue as moscas, por se tratar de um espaço subutilizado. Enfim, Igreja
estendida é igreja com cheiro de gente, com preocupações reais com relação ao
mundo que a cerca e com disposição necessária para suprir as demandas que
surgem, segundo a graça e a provisão dada por Deus. Numa Igreja Estendida, as
portas não estão abertas somente nos domingos de culto, mas sempre que se fizer
necessário para que muitos possam se beneficiar dela.
Marido da Elza. Pai do Gabriel. Pastor na Comunidade Cristã Redenção. Alcançado pela infinita graça de Deus.
26 de novembro de 2014
Sobre apologia bíblica.
Apologia bíblica é coisa séria. A defesa da fé não pode ser relegada a segundo plano para quem de fato deseja conhecer de fato e de verdade as escrituras Sagradas. Mas devemos saber como agir diante de algo tão fundamental para a construção de uma espiritualidade sadia.Para compreender um pouco melhor esse assunto, vamos avaliar um texto bíblico que aborda esse tema. Atos 17: 1 – 14 cita a experiência de Paulo em duas cidades: Tessalônica e Beréia. O que aconteceu nas duas cidades é bem similar. Basicamente, Paulo se dirigiu a sinagoga local, onde costumeiramente as pessoas se reuniam para estudar as Escrituras Sagradas (obviamente o Antigo Testamento) e expôs a mensagem de Cristo. Nas duas cidades, pessoas se converteram, após examinar o que estava sendo dito. Mas enquanto em Tessalônica, surgiu um grupo de pessoas invejosas que perseguiram Paulo, já em Beréia isso não aconteceu (na verdade, os tessalônicos foram até Beréia para causar tumulto).
Tendo isso em mente, chego a conclusão que a maior diferença entre essas duas cidades não foi o fato de examinarem as Escrituras antes de aceitarem o que estava sendo dito, pois as duas agiram de igual modo e sim a atitude com a qual receberam a mensagem (lembre-se da parábola do semeador). Entre os tessalonicenses havia pessoas invejosas, interessadas apenas nas suas vontades e verdades. Já em Beréia, todos eles receberam a mensagem com grande interesse e nobreza de espírito. Essa foi a grande diferença, a motivação com a qual receberam a mensagem! Então, não somos “bereanos” porque somos pessoas que examinam as Escrituras e sim porque a recebem com interesse e nobreza, sabendo da sua importância como Palavra revelada de Deus. Ser bereano não é ser um apologista chato, que critica a tudo e a todos pelo simples prazer de ser alguém que não engole as coisas facilmente. Ser bereano é ser alguém que é fascinado pela Verdade que irradia das Escrituras e por isso a examina com o desejo que ela produza as transformações necessárias na vida de quem lê e de quem ouve. Encerro, deixando a pergunta do título no ar: “Sou realmente um bereano?”.
Paz a todos!
Ton Silva.
Marido da Elza. Pai do Gabriel. Pastor na Comunidade Cristã Redenção. Alcançado pela infinita graça de Deus.
11 de setembro de 2014
Por que existem pastores suicidas?
Pastores
cansados, deprimidos e desgastados com o ministério! Isso não é novidade para
mais ninguém, infelizmente! Muitos no auge do desespero chegam até mesmo a
tirar a sua própria vida! Tem gente que pensa que isso é obra do diabo apenas, mas às vezes o buraco é mais embaixo. Creio que existe urgência em lidarmos com este fato e para isso precisamos mudar a mentalidade sobre ministério pastoral,
ou ouviremos cada vez mais tristes notícias sobre este assunto. Gostaria de fazer
algumas considerações sobre o tema, desejando que isso possa de alguma
forma ajudar alguém:
1. Pastor
é gente! Ele precisa entender isso e a igreja também, pois às vezes a
expectativa colocada sobre a figura pastoral arrebenta com o emocional de
qualquer pessoa;
2. Pastor
deve cultivar boas amizades fora da igreja com companheiros de ministério, mas
também precisa aprender a ser amigo das pessoas da igreja. Isso evita que ele
se isole em meio à multidão;
3. Pastor
que estiver passando por uma crise depressiva precisa ser humilde o suficiente
para buscar ajudar médica e psicológica se for necessário;
4. Pastor
precisa aprender a delegar responsabilidades e parar com a mania de querer ser
o “centro das atenções” da igreja. Dividir trabalho é sempre uma alternativa
para aliviar o stress;
5. Pastor
precisa gastar mais tempo com a família. Às vezes é tão ativista que até se esquece
de que tem esposa e filhos! Não sabe ser pai de família, como vai ser pastor?
6. Pastor
precisa se levar menos a sério e ser mais natural. Muitas vezes vestimos nossa
fantasia eclesiástica (queremos ser mais espirituais do que realmente somos) e nem
ao menos nos permitimos ser livres para viver “diboa”. Somos muito caricatos;
7. Pastor
precisa cultivar a presença de Deus no seu dia-a-dia. Ele está no Reino e o
Reino está nele!
8. Pastor
precisa se reciclar constantemente! Estudar, ler, aprender com quem sabe mais,
enfim, se aperfeiçoar ministerialmente. Isso ajuda a eliminar a sobrecarga,
pois o esforço desprendido passa a ser mais consciente;
9. Pastor
precisa aprender a descansar no Senhor, sabendo que Ele sempre cuida dos seus;
10. Pastor
não pode ficar comparando o seu ministério com o de outros pastores, pois isso
é uma tolice. Deus dá o que Ele quer a quem Ele deseja e pronto!
Sei que tem muito mais coisa a ser dita
sobre o assunto, mas deixo aqui registrado algumas considerações pessoais que
tenho me esforçado para colocar em prática em minha vida. Paz a todos!
Marido da Elza. Pai do Gabriel. Pastor na Comunidade Cristã Redenção. Alcançado pela infinita graça de Deus.
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