25 de janeiro de 2015

Hoje é melhor do que ontem!


Eu me lembro como se fosse hoje. Tudo aconteceu na sala da minha casa quando tinha apenas 15 anos. Não me recordo de todas as palavras ditas pela pessoa que ministrou naquela noite, mas sei que nesta reunião em minha casa no mês de julho de 1988, Deus me chamou para fazer parte do seu Reino. Ali começou uma longa jornada que dura até o dia de hoje. Lá se vão quase 27 anos de caminhada cristã. Já me senti desanimado, cansado, sem fé, amargurado, insensível, confuso entre outras coisas. Mas também vivi momentos de êxtase, de conquistas, de novas experiências, de alegrias e por ai vai. Ou seja, nada diferente da maioria dos cristãos que conheço. Bom, agora estou com 42 anos, pastoreio uma igreja, tenho uma bela família e bons amigos que andam ao meu lado, mas o que me chama a atenção neste momento é o fato de estar vivenciando algo totalmente novo em minha vida cristã. Não sei explicar exatamente o que é, mas nunca me senti tão livre para servir e amar a Deus, para fazer a obra com amor desinteressado e para aprender a cada dia com o Senhor de todo conhecimento. Acho que o Salmo 131 reflete bem o meu estado de espírito atual e me alegro com isso, pois sei que é fruto do amor de Deus por mim. Que Ele seja sempre louvado! Amém!


Senhor, o meu coração não é orgulhoso e os meus olhos não são arrogantes. Não me envolvo com coisas grandiosas nem maravilhosas demais para mim.
De fato, acalmei e tranqüilizei a minha alma. Sou como uma criança recém-amamentada por sua mãe; a minha alma é como essa criança.
Ponha a sua esperança no Senhor, ó Israel, desde agora e para sempre!

Salmos 131:1-3

31 de dezembro de 2014

Moralismo: a igreja em estado terminal.

Quando lemos o relato do livro de Atos sobre os primeiros passos da Igreja de Cristo, normalmente ficamos maravilhados com o número de conversões e com os milagres que aconteciam entre eles e de fato tudo isso é sensacional. Mas algo que as vezes passa desapercebido aos nossos olhos é uma parte do versículo 47 do capítulo 2, que diz assim: “tendo a simpatia de todo o povo.” Creio que devemos ser uma comunidade de redimidos que contam com a simpatia do povo e não um grupo de religiosos estranhos que afastam a tudo e a todos de si mesmo com medo da contaminação. 

Muitas vezes devido ao seu discurso altamente moralista e destituído da prática concreta do amor, a igreja assusta e afugenta as pessoas. Creio que devemos começar a agir como pessoas normais, que foram transformadas pela graça maravilhosa de Deus e desejam ser sal da terra e luz do mundo, mas para isso é preciso estar no mundo. Precisamos caminhar entre as pessoas, precisamos conviver com elas, precisamos servi-las. E precisamos fazer isso, sem pensar no próximo como mais um número na nossa vasta lista de realizações evangelísticas ou como um troféu que vamos apresentar para os nossos líderes. 

Enfim, acho que precisamos aprender a ser gente de novo, pois em muitos casos, a religiosidade nos tornou algo estranho, sem gosto e sem brilho e que a única coisa que consegue atrair para si é a antipatia do povo. Sei que muitos vão dizer que somos perseguidos por causa da fé que pregamos, mas convido os mesmos a fazer uma avaliação:”Será que estamos sendo perseguidos pela vida que vivemos ou pelo discurso intolerante que anunciamos?” Existe uma grande diferença entre essas duas coisas e se não conseguimos perceber, a situação está pior do que imaginamos!


5 de dezembro de 2014

Sobre essa coisa melequenta chamada amor!

Apesar do título deste texto ser um pouco estranho, por favor, tenha paciência e acabe de ler para entender qual é minha linha de raciocínio. Bem, vamos lá! Vejo muitas pessoas falando sobre amor e sobre a nossa responsabilidade de amar o nosso semelhante e é claro que acho que essa é uma boa ideia! Mas para minha mente confusa e um tanto quanto reflexiva, fico a me perguntar o que de fato nós definimos como AMOR.
Creio que se fizermos uma pesquisa simples perceberemos que a compreensão sobre este conceito e sobre como as pessoas se sentem amadas vai apresentar uma variável muito grande. Então definir amor levando em conta apenas a nossa ótica sobre o tema é, no mínimo uma atitude infantil. Além disso, muitos acreditam que alguém que não recebeu amor, não tem condições de compreendê-lo e manifestá-lo, pois naturalmente serão pessoas de alma ferida e marcadas pela amargura, o que obviamente não é verdade, pois a capacidade do ser-humano de se reinventar e reagir positivamente em meio ao sofrimento é mais extraordinário do que imaginamos. Por fim, alguns pensam que somente poderemos ser vasos cheios de amor para despejarmos nos demais (sei que isso soa de forma muito brega!), se recebermos amor e atenção verdadeiros de outro ser-humano e, portanto, precisamos hipervalorizar as relações dentro da igreja ou fora dela, o que não deixa de ser uma verdade parcial.
Digo que é parcial, pois o que outros seres-humanos nos oferecem é um tipo de amor que no grego é chamado phileo (amor fraterno), que por si só é bom, mas a essência do amor mais genuíno é encontrada na revelação de Deus em Cristo, que é o amor ágape (amor sacrificial). Quem compreende o ágape, não terá dificuldades com o phileo, pois esse é uma subdivisão do primeiro. Portanto, se você realmente quer amar de verdade as pessoas que estão a sua volta, aprenda antes amar a Deus, pois dEle emana todas as outras formas de manifestação de amor existentes. Paz a todos!


PS: o título é só para chamar a atenção mesmo. Não considero o amor algo melequento. Quem merece essa definição é a carência, que é um subproduto deteriorado do amor!