31 de março de 2013

Meu gatinho chamado "Bostinha Véia"


Em minha infância, eu e meus dois irmãos tínhamos um bichinho de estimação. Era um gato, ao qual demos um nome um tanto quanto peculiar. Seu nome era “bostinha véia”. Isso mesmo, este era o nome do nosso bichano! Alguns podem achar um nome pejorativo e feio, mas para nós, era um nome carinhoso, porque na linguagem da nossa família (parte nordestina, parte capixaba), esse era um termo para designar algo, que aos olhos de muitos não tinha muito valor, mas que para nós era importante. Era mais ou menos assim: “olha aquele gato, é um “bostinha véia”, mas a gente ama tanto”! Além disso, deve-se levar em consideração o fato do nome ter sido dado por crianças, que normalmente não são exemplos de bom-senso, né? Enfim, amávamos o nosso gato, mas ele era muito arisco, então para tentarmos brincar com ele, criamos uma estratégia infalível: dávamos muito leite e comida para ele, para que ele ficasse de barriga cheia e assim conseguíssemos interagir com o bichano. Óbvio, que a estratégia se mostrou completamente ineficaz! Ele comia, bebia e depois sumia! Mas mesmo agindo assim, continuava sendo o nosso “bostinha véia”, o animal de estimação da família. Não me pergunte o paradeiro dele, pois não sei. Acho que se mudou para o Caribe, trocou de nome e montou um consultório de psicologia felina, provavelmente! Você deve estar se perguntando qual o motivo para eu compartilhar essa linda história aqui no blog, não é mesmo? Prá falar a verdade nem eu sei. Estava me lembrando das poucas memórias que tenho da minha infância e me lembrei deste personagem tão inusitado dela. Acho que o “bostinha véia” despertou meu lado melancólico. É, realmente, no peito do desafinado também bate um coração.

Com saudades do nosso gatinho que hoje vive no Caribe,


Ton.

28 de março de 2013

Eu posso ouvir música do mundo?


Confesso que não entendo o comportamento bipolar de alguns segmentos da cristandade brasileira quando o assunto é arte e cultura. Não compreendo a tendência de demonizar algumas manifestações culturais e de entretenimento em detrimento de outros. Por exemplo, o mesmo cristão que diz que é abominação ao Senhor ouvir “música do mundo” é o mesmo que não perde um capítulo da novela, do BBB ou do seu seriado favorito (todos eles produzidos no meio secular, portanto “do mundo”). Se quisermos condenar uma prática, precisamos minimamente ter coerência. Se for para abolir uma coisa, então que se abandonem todas as outras, por favor! Com isso não estou defendendo nada e ninguém, até porque não tenho por hábito ouvir música não- cristã o tempo todo, mas gosto de outras formas de entretenimento que não foram produzidos por cristãos. Então não serei hipócrita para condenar apenas uma forma de arte e cultura. Nesse sentido, uma boa regra a ser praticada é a da influência, ou seja, aquilo que priorizamos é o que mais molda nossos valores. Tipo, se um cristão lê mais livros seculares do que a Bíblia ou bons livros cristãos, então em pouco tempo ele terá problemas em sua vida espiritual, pois a sua prioridade deve ser o conhecimento da verdade e não adianta dizer que vai receber isso lendo o tempo todo Machado de Assis, por exemplo! Devemos cuidar com o tempo gasto naquilo que fazemos e como aquilo afeta nossa vida como um todo. Para isso, é necessário ter discernimento e estabelecer limites para nós mesmos, pois cada um sabe onde o calo aperta. A única coisa que não dá para aceitar são os argumentos pseudo-teológicos para explicar nossa ignorância e preguiça de raciocinar. Por exemplo, dizer que música do mundo é pecado porque Lúcifer era o ministro de louvor e que tinha umas trombetas no seu corpo e quando caiu, quis distorcer a adoração a Deus, é uma loucura, até porque adoração não é apenas música! Santa ignorância Batman!


26 de março de 2013

Como somos estúpidos!


Quando nos convertemos, aprendemos que a partir daquele momento, por termos nos tornado filhos de Deus, então não seremos mais cauda e sim cabeça, não sentaremos nos últimos lugares, mas nos primeiros e como filhos do Rei, comeremos o melhor dessa terra! Aleluia! O que nos espera é vitória e conquista. O mar vai abrir, o deserto vai se transformar em oásis e o sofrimento e as lágrimas darão lugar à alegria e ao júbilo. Eita glória!! Mas quando isso não acontece, o que fazer? Tá na cara né? Ou é pecado não confessado, ou trauma não curado, ou dízimo não semeado, ou diabo não repreendido, ou amor a Israel negado!

Então, depois de fazer o check-list espiritual e resolver todas essas pendências e ainda assim você se encontrar no mais profundo abismo, o que fazer? Já sei corredor do sal, semente de prosperidade, toalhinha ungida e honrar aos “homens de Deus” vai solucionar o problema! Lá vai você fazer tudo isso prá ver se dá jeito no problema do sofrimento e da dor. E mais uma vez você descobre que isso não resolveu.

 O jeito então é reconhecer que você é um lixo humano e então dar um tiro na cabeça! Pronto, está resolvido o problema! Parece brincadeira tudo isso que estou falando, mas é assim que muitos pensam a vida cristã nos dias de hoje. Ignoram a sua própria humanidade e rejeitam toda forma de sofrimento e dor, como se isso fosse pecaminoso e menos espiritual. Ensinados por guias cegos, acreditam que o caminho de um verdadeiro “homem de Deus” é de glória em glória, de vitória em vitória, mas se esquecem de que o Senhor deles morreu numa cruz!

Infelizmente esse tipo de discurso idiota e reproduzido incessantemente em alguns segmentos da igreja brasileira tem feito mais mal do que bem. Tem destruído líderes e pessoas sinceras, que não suportam a pressão imposta por uma fé mediocrizada e baseada em êxito e prosperidade. Que Deus tenha misericórdia de nós, porque estamos nos tornando uma coisa estranha e disforme, caricaturas da verdadeira Igreja proposta pela Palavra, que manifestava a glória de Deus na alegria e na tristeza, na prosperidade e na escassez, na fraqueza e na força, no anonimato e nas posições de honra. Perdoem-me pelo título do post. Ele de forma alguma tem a intenção de generalizar. Se você não é estúpido, sabe que não é. O problema é que aqueles que são na maioria das vezes não percebem isso (talvez esse seja o meu caso)!


Naquele que restaura a Igreja,


Ton.

A estupidez é a qualidade ou condição de ser estúpido, ou a falta de inteligência, ao contrário de ser meramente ignorante ou inculto. Esta qualidade pode ser atribuída às ações do indivíduo, palavras ou crenças. O termo assim também pode se referir ao uso inadequado do juízo, ou insensibilidade a nuanças por uma pessoa que se julga inteligente. A determinação de quem é estúpido é relativamente difícil, apesar das tentativas de medir-se a inteligência (e assim estupidez) tais como testes de QI. O adjetivo também pode ser usado como um pejorativo.
Contrariamente indivíduos inteligentes também podem ter um comportamento estúpido quando seu pensamento racional é descarrilado por opiniões fortes ou crenças rígidas. Neste caso a vítima cai na polarização da confirmação e começa a selecionar dados: tornando-se intencionalmente cego e surdo à evidência contrária, enquanto ao mesmo tempo coleta as evidências que apóiem as suas opiniões e crenças. Anote que a ciência moderna desenvolveu-se para combater esta forma de estupidez. Durante o pensamento científico deve-se constantemente criticar nossas próprias opiniões e suposições (tentativa de desmentir hipóteses).
A Enciclopédia da Estupidez (The Encyclopedia of Stupidity) por Matthijs van Boxsel[1] é baseada na contenda do autor de que a "estupidez é o fundamento de nossa civilização" e sua ideia de que ninguém é suficientemente inteligente para compreender quão estúpido é. Isto não é tão estúpido como soa se incluir na definição de estupidez "auto-destruição inconsciente, a capacidade de agir contra um voto de felicidade". Um ditado atribuído a Albert Einstein é "Só duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana, mas não estou seguro sobre o primeiro". A estupidez, mais exatamente, não pode ser vista como o contrário à inteligência mas como uma espécie de ausência defeituosa de inteligência, a escuridão que faz a luz da inteligência verdadeira visível. Contrastado com ignorância, que é a falta de conhecimento, não a falta de inteligência.