4 de abril de 2015

Eu não preciso de religião para ser uma pessoa boa!

Vou tentar ser bem objetivo com relação a afirmação feita no título acima. De fato, uma pessoa não precisa da interferência da religião para viver uma vida moralmente correta, ou seja, quando se trata de moralidade, a religiosidade não é necessariamente essencial. Podemos encontrar pessoas boas e éticas que, na prática, não se dedicam a nenhuma crença religiosa. Isso torna a religião dispensável, certo? Se pensarmos nela apenas como uma fornecedora de padrões morais a serem seguidos, então ela se torna algo desnecessária e sem sentido, sem dúvida nenhuma! Mas a grande questão, que a religião (e aqui me refiro especificamente ao Cristianismo) não se propõe apenas a ser uma fornecedora de moralidade. Isso é uma visão muito limitadora do real propósito do Cristianismo. Na verdade, o cerne da fé cristã consiste na revelação do propósito de Deus ao ser-humano e de como, por intermédio de Cristo, podemos nos relacionar com Ele. Portanto, vida cristã não está intimamente ligada ao cumprimento de uma série de regras e leis morais que nos dão a sensação de sermos bons e corretos e sim da maravilhosa revelação de Deus em Cristo Jesus, que alcança o ser-humano pecador e o transforma pelo poder do Espírito Santo. Quando isso acontece, a busca pela santidade será um objetivo natural na vida daquele que foi alcançado pela graça. Enfim, muitos podem ser bons pelo seu próprio esforço, mas ninguém pode ser salvo da mesma forma, pois apenas Deus pode conceder tão grande privilégio! Valorizemos pois essa mensagem inigualável!

25 de janeiro de 2015

Hoje é melhor do que ontem!


Eu me lembro como se fosse hoje. Tudo aconteceu na sala da minha casa quando tinha apenas 15 anos. Não me recordo de todas as palavras ditas pela pessoa que ministrou naquela noite, mas sei que nesta reunião em minha casa no mês de julho de 1988, Deus me chamou para fazer parte do seu Reino. Ali começou uma longa jornada que dura até o dia de hoje. Lá se vão quase 27 anos de caminhada cristã. Já me senti desanimado, cansado, sem fé, amargurado, insensível, confuso entre outras coisas. Mas também vivi momentos de êxtase, de conquistas, de novas experiências, de alegrias e por ai vai. Ou seja, nada diferente da maioria dos cristãos que conheço. Bom, agora estou com 42 anos, pastoreio uma igreja, tenho uma bela família e bons amigos que andam ao meu lado, mas o que me chama a atenção neste momento é o fato de estar vivenciando algo totalmente novo em minha vida cristã. Não sei explicar exatamente o que é, mas nunca me senti tão livre para servir e amar a Deus, para fazer a obra com amor desinteressado e para aprender a cada dia com o Senhor de todo conhecimento. Acho que o Salmo 131 reflete bem o meu estado de espírito atual e me alegro com isso, pois sei que é fruto do amor de Deus por mim. Que Ele seja sempre louvado! Amém!


Senhor, o meu coração não é orgulhoso e os meus olhos não são arrogantes. Não me envolvo com coisas grandiosas nem maravilhosas demais para mim.
De fato, acalmei e tranqüilizei a minha alma. Sou como uma criança recém-amamentada por sua mãe; a minha alma é como essa criança.
Ponha a sua esperança no Senhor, ó Israel, desde agora e para sempre!

Salmos 131:1-3

31 de dezembro de 2014

Moralismo: a igreja em estado terminal.

Quando lemos o relato do livro de Atos sobre os primeiros passos da Igreja de Cristo, normalmente ficamos maravilhados com o número de conversões e com os milagres que aconteciam entre eles e de fato tudo isso é sensacional. Mas algo que as vezes passa desapercebido aos nossos olhos é uma parte do versículo 47 do capítulo 2, que diz assim: “tendo a simpatia de todo o povo.” Creio que devemos ser uma comunidade de redimidos que contam com a simpatia do povo e não um grupo de religiosos estranhos que afastam a tudo e a todos de si mesmo com medo da contaminação. 

Muitas vezes devido ao seu discurso altamente moralista e destituído da prática concreta do amor, a igreja assusta e afugenta as pessoas. Creio que devemos começar a agir como pessoas normais, que foram transformadas pela graça maravilhosa de Deus e desejam ser sal da terra e luz do mundo, mas para isso é preciso estar no mundo. Precisamos caminhar entre as pessoas, precisamos conviver com elas, precisamos servi-las. E precisamos fazer isso, sem pensar no próximo como mais um número na nossa vasta lista de realizações evangelísticas ou como um troféu que vamos apresentar para os nossos líderes. 

Enfim, acho que precisamos aprender a ser gente de novo, pois em muitos casos, a religiosidade nos tornou algo estranho, sem gosto e sem brilho e que a única coisa que consegue atrair para si é a antipatia do povo. Sei que muitos vão dizer que somos perseguidos por causa da fé que pregamos, mas convido os mesmos a fazer uma avaliação:”Será que estamos sendo perseguidos pela vida que vivemos ou pelo discurso intolerante que anunciamos?” Existe uma grande diferença entre essas duas coisas e se não conseguimos perceber, a situação está pior do que imaginamos!