11 de julho de 2014
"Foi só um apagão!"
Marido da Elza. Pai do Gabriel. Pastor na Comunidade Cristã Redenção. Alcançado pela infinita graça de Deus.
7 de fevereiro de 2014
Amantes da morte.
Bonhoeffer foi um teólogo
luterano, que viveu na Alemanha nazista. Por não aceitar o governo de Hitler e
se rebelar contra ele, foi preso e morreu como mártir. Este trecho acima citado
sobre a sua vida, foi retirado por mim do livro de Brenann Manning (Convite à
Solitude). Quando li esta história, confesso que me emocionei, mas também senti
um pouco de vergonha de mim mesmo. Numa sociedade e porque não dizer, numa
igreja tão acostumada com a busca desesperada pelo sucesso e a felicidade ainda
nesta vida, relatos como esse nos fazem pensar em que temos nos tornado. Creio
que Deus, como Pai de Amor tem interesse em nos alegrar com as suas ricas
bênçãos ainda em vida, mas sinceramente não acredito que este seja o alvo
principal de nossa espiritualidade, como infelizmente tem se tornado, pois muitas
vezes, parecemos crianças mimadas, que choram e se saracoteiam pelo chão quando
não são atendidas. Acredito de todo meu coração que o Deus que habita na
Eternidade, anseia em preparar filhos desejosos de estar com Ele, amantes da
morte não como fruto de um sentimento depressivo e autodestrutivo, mas como
manifestação da alegria da salvação. Que possamos amar a morte em Deus como
Bonhoeffer e outros mártires cristãos amaram. No mais, lembremos a palavra do
apóstolo Paulo:
“Para mim o viver é Cristo, e o
morrer é ganho.” (Fil. 1: 21)
Marido da Elza. Pai do Gabriel. Pastor na Comunidade Cristã Redenção. Alcançado pela infinita graça de Deus.
21 de janeiro de 2014
Somos apenas seres - humanos!
Uma das maiores tentações a que
somos submetidos diariamente e às vezes nem nos damos conta disso, é a de negar
a nossa própria humanidade. Parece estranho dizer isso, mas quando Satanás
consegue nos fazer pensar, que por sermos cristãos, nos tornamos algo um pouco
mais elevado do que um ser-humano comum, é um sinal de que sucumbimos à
tentação da vaidade e ostentação espirituais e isso é altamente prejudicial
para o desenvolvimento de uma espiritualidade sadia, pois a mesma tem por base
a compreensão exata da nossa miserável condição humana e como consequência da
nossa profunda necessidade da graça salvadora de Cristo. Além do mais,
acreditar numa mentira e viver baseado nela é como construir um castelo de
cartas: ele é bonito, mas não suporta nenhuma força contrária. Por isso, afirmo
que o inimigo de nossas almas tenta nos levar a crer que somos mais perfeitos
do que realmente somos. Ele nos tenta com a doce sensação criada pelo
perfeccionismo religioso e quando menos esperamos, nossa vida se tornou um
castelo de cartas pronto a desmoronar. Que Deus tenha piedade de nós e que nos
ajude a ver o quão humano nós somos! Paz a todos!
Marido da Elza. Pai do Gabriel. Pastor na Comunidade Cristã Redenção. Alcançado pela infinita graça de Deus.
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