26 de novembro de 2014

Sobre apologia bíblica.


Atos 17: 1 – 14 cita a experiência de Paulo em duas cidades: Tessalônica e Beréia. O que aconteceu nas duas cidades é bem similar. Basicamente, Paulo se dirigiu a sinagoga local, onde costumeiramente as pessoas se reuniam para estudar as Escrituras Sagradas (obviamente o Antigo Testamento) e expôs a mensagem de Cristo. Nas duas cidades, pessoas se converteram, após examinar o que estava sendo dito. Mas enquanto em Tessalônica, surgiu um grupo de pessoas invejosas que perseguiram Paulo, já em Beréia isso não aconteceu (na verdade, os tessalônicos foram até Beréia para causar tumulto). Tendo isso em mente, chego à conclusão que a maior diferença entre essas duas cidades não foi o fato de examinarem as Escrituras antes de aceitarem o que estava sendo dito, pois as duas agiram de igual modo e sim a atitude com a qual receberam a mensagem (lembre-se da parábola do semeador). Entre os tessalonicenses havia pessoas invejosas, interessadas apenas nas suas vontades e verdades. Já em Beréia, todos eles receberam a mensagem com grande interesse e nobreza de espírito. Essa foi a grande diferença, a motivação com a qual receberam a mensagem! Então, não somos “bereanos” porque somos pessoas que examinam as Escrituras e sim porque a recebem com interesse e nobreza, sabendo da sua importância como Palavra revelada de Deus. Ser bereano não é ser um apologista chato, que critica a tudo e a todos pelo simples prazer de ser alguém que não engole as coisas facilmente. Ser bereano é ser alguém que é fascinado pela Verdade que irradia das Escrituras e por isso a examina com o desejo que ela produza as transformações necessárias na vida de quem lê e de quem ouve. Encerro, deixando a pergunta do título no ar: “Sou realmente um bereano?”.

Paz a todos!



Ton Silva.

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