26 de janeiro de 2012

Admirável Mundo Novo

Tá certo, as redes sociais democratizaram a informação. Tá certo, o mundo moderno é um grande Big Brother, onde todos são vigiados e todos os nossos atos são vistos e percebidos por várias pessoas. Tá certo, se queremos privacidade, devemos zelar por ela e não nos expormos demasiadamente. Tá certo, todo mundo tem o direito de falar o que bem entende, pois estamos vivendo em uma sociedade onde a liberdade de expressão deve ser respeitada. Tá certo, é isso aí! Viva a evolução da espécie!
Mas será que esta mesma forma de pensar deve ser a regra de conduta da igreja de Cristo? Veja bem, até onde eu sei, somos guiados por princípios e valores diferentes deste mundo e existem várias atitudes que este mesmo sistema secular aprova e a Bíblia condena. Então, a quem iremos escutar e a vontade de quem iremos fazer? Devemos parar e refletir urgentemente sobre tudo isso, porque o nome de Cristo, muitas vezes, tem sido exposto por nós!
Digo isso tudo, porque me cansa ver irmãos na fé discutindo, criticando, desmoralizando e expondo uns aos outros pela televisão, rádio e redes sociais. Parece que perdemos a capacidade de lidarmos com os nossos problemas face-a-face, olho no olho. Escondemos-nos atrás do microfone, das câmeras de TV e dos teclados de um computador e desse lugar seguro e confortável, mas também extremamente covarde, saímos atirando pedras em tudo o que não gostamos ou não concordamos. Chega de profetas cibernéticos! Chega de apologistas sem vida de Deus, que somente querem ver o circo pegar fogo! Chega de pastores criticando pastores para todo mundo ver! Chega da nossa própria opinião em detrimento da Verdade. Chega de covardia e irresponsabilidade com a Palavra e o testemunho cristão. Chega!

25 de janeiro de 2012

Ele é o cara!

Eu tenho um filho de seis anos chamado Gabriel e ele me vez um solicitação: ele me pediu para escrever um post sobre ele. É isso mesmo! Ele me disse: “Pai, escreve no seu blog que eu sou o cara!” Menino com autoestima lá nas nuvens, né não! Pois lá vai! Gabriel é um filho lindo, inteligente, criativo e muito amoroso. Quando crescer ele quer ser músico, mas já teve tempo que ele queria ser pinguim. Ele fala para mim e para a mãe dele que quer se casar e já até sabe quem vai ser sua esposa e com qual vestido ela vai para o casamento (ele viu um, outro dia numa loja e disse que seria aquele que a esposa dele iria usar no casamento). Ele faz aula de surf, mas o que ele gosta mesmo é de estar junto com os amigos dele. Ele é engraçado e vive tirando onda com a cara da gente. Ele ama carinho de pai e de mãe, mas também gosta de agitar. Ele diz que o grande amor da vida dele é Deus, mas também gosta de José, afinal ele foi pai de Jesus! Enfim, esse é o Gabriel, presente de Deus em nossas vidas e sem dúvida nenhuma, O CARA!

24 de janeiro de 2012

Mais uma confissão!

O tempo passa e mesmo assim tem coisas com as quais eu não me acostumo, e por mais que eu tente entender determinados comportamentos e aceitar algumas mudanças, eu não consigo. Simplesmente não consigo! Até faço de conta que aceito e entendo, mas o fato é que estas mesmas coisas me causam estranheza e desconforto. Não sei se eu tenho que mudar e me adaptar, ou se preciso continuar sendo um eterno insatisfeito, desejando transformação, mudança e um estilo de vida mais genuíno.
Mas o fato é que eu prefiro que pastor seja considerado um pregador do Evangelho da verdade e não um palestrante motivacional. Eu prefiro que show evangélico seja chamado de celebração ao Senhor e que cantor não seja artista e sim ministro de Deus. Eu prefiro ver a igreja preocupada com a Grande Comissão e não apenas com os benefícios do presente século. Eu prefiro que os líderes evangélicos sejam considerados servos e não senhores. Eu prefiro que membro de igreja seja chamado de discípulo de Cristo e que seja movido pelo desejo de ser discipulado por Ele. Eu prefiro a tristeza que procede de Deus do que a alegria que procede do mundo. Eu prefiro que o certo continue sendo o certo e não apenas um ponto de vista a ser considerado entre tantos outros. Eu prefiro que pecado seja chamado de pecado e seja tratado como tal e não apenas como um mero deslize cometido por nós. Eu prefiro a simplicidade ao invés do sucesso e fama que tem tomado conta de tantos corações dentro da igreja. Eu prefiro o cajado de Jesus e não a falsa sensação de bem-estar promovida pelo pecado. Eu prefiro uma igreja que mantém Jesus como o centro da sua existência e não coloca homens como o foco da sua atenção.
Na verdade, o que mais procuro é entender e viver o Evangelho como ele é e não apenas a caricatura que nós mesmos criamos dele. Isso é meio utópico, mas como diria Robinson Cavalcanti, essa é uma utopia possível e eu não desistirei dela, em nome de Jesus!

22 de janeiro de 2012

Como discernir o tempo.

Saber discernir o tempo certo de tomar determinadas decisões, para, assim alinharmos nossa vida aos desígnios de Deus é uma tarefa difícil, mas extremamente necessária, pois disso depende o sucesso ou o fracasso da nossa caminhada cristã. Para compreendermos este princípio e o praticarmos, precisamos antes de tudo reconhecer o senhorio de Cristo sobre nós, pois apenas quem entende que é um escravo de amor do Senhor, se dispõe a sujeitar a sua própria vontade a vontade dEle.
É claro que a teoria sobre este tema é simples e fácil de entender, pois cantamos em nossos cultos sobre isso e ouvimos ministrações a esse respeito vez por outra. Mas na vida real, não é algo tão simples de ser feito. Submeter nossa vontade a vontade de outra pessoa (mesmo sabendo que esta outra pessoa é perfeita) e permitir que Jesus exerça o seu pastoreio sobre nossas vidas é algo muito negligenciado nos dias atuais. Falamos muito, temos muitas opiniões, discursamos sobre pontos doutrinários, fazemos campanhas de oração, participamos das atividades da igreja, mas quando somos desafiados pelas circunstâncias a morrer por amor a Cristo, muitas vezes, damos um passo atrás.
Mas a grande questão nisso tudo é que essa disposição de se deixar subjugar por um poder maior e uma vontade perfeita estão intimamente ligadas ao destino da nossa vida cristã, como eu disse no início desse texto. Por isso, não nos resta alternativa, como cristãos, senão entregarmos toda a nossa vida aos cuidados do nosso Salvador e receber dEle as direções precisas e exatas para o nosso caminhar. Fazendo isso não existe a menor possibilidade de errar o caminho.

20 de janeiro de 2012

Quanto barulho!

O mundo anda muito barulhento. As pessoas tem feito muito barulho. E eu, sem dúvida, não sou diferente de ninguém. Alma inquieta, muitas coisas para fazer, pensamentos borbulhando na minha cabeça a todo instante. Muito barulho, muito barulho! E no meio disso tudo, às vezes é difícil ouvir a voz certa, o conselho santo, a direção que conduz aos pastos verdejantes. O que fazer então?
Desistir não é o caminho. Continuar produzindo mais barulho também não. O que nos resta? O que fazer então? Eu não sei ao certo tudo aquilo que deve ser feito, mas algumas eu já tenho entendido. Acredito que uma das coisas mais importantes é darmos o primeiro passo e reconsiderarmos o caminho pelo qual temos andado. O ativismo não serve para o Reino de Deus. Para o mundo talvez, mas para o Reino de Deus, com certeza não! Por isso, cabe a nós descobrirmos outra forma de vivermos a fé cristã. Creio que a contemplação é um caminho necessário para esses dias turbulentos, pois todos os que olham para Deus e meditam nas suas palavras e nos seus caminhos, encontram nEle motivos reais e verdadeiros para servir ao próximo e realizar a obra. Na contemplação, encontramos quietude e sossego para nossa alma e virtude de Deus para transformar ativismo em atividade que gera vida.
Confesso que não é fácil mudar de atitude, remodelar valores e descobrir uma nova fonte de contentamento e realização, mas também sei que se não fizermos isso, o barulho só tende a aumentar até o ponto de ficar insuportável!

19 de janeiro de 2012

Menos a Luiza. Ela foi para o Canadá!

Todos nós sabemos onde a Luiza está. Mas e nós, para onde vamos? O que vamos fazer com vida preciosa que Deus nos deu? Em que ponto estamos em relação ao projeto de Deus? Perguntas como essas são chatas de serem respondidas, mas a questão é que elas precisam ser respondidas! Não dá simplesmente prá gente se esquivar de assuntos tão cruciais para a vida cristã. Por isso, a melhor coisa a ser feita é parar um bom tempo na presença de Deus e ter uma conversa muito sincera com Ele a esse respeito e ouvir o que Ele tem a dizer. Acredite, isso pode mudar a sua vida! E a Luiza? Bom, a Luiza foi para o Canadá. E você vai para onde? Se você for inteligente, vai seguir o conselho de Pedro, ou seja, vai para onde se encontra as palavras de vida eterna.

17 de janeiro de 2012

O poder da continuidade.

Um tempo atrás, li uma entrevista do Asaph Borba e de como o seu ministério de louvor tem permanecido relevante há tanto tempo. Ele afirmava nesta entrevista que um dos maiores motivos da sua longevidade ministerial se devia a constância e a continuidade. Achei muito interessante a resposta dele e comecei a meditar sobre isso.
Na vida, bem como no ministério, precisamos ser constantes e contínuos, ou seja, nossa existência deve ser marcada por uma linha uniforme e ascendente, fugindo assim de toda oscilação e instabilidade. Isso é necessário para adquirirmos o respeito alheio e o êxito em nossa árdua, porém maravilhosa tarefa de anunciar o Evangelho. Não podemos ser dados a rupturas constantes e a novos inícios o tempo todo. Isso é algo que prejudica nossa caminhada cristã e nos impede de provar o poder da continuidade.
Fujamos, portanto, de toda instabilidade emocional e espiritual, sejamos firmes de caráter, coerentes com as nossas convicções, perseverantes em meio à tribulação, sólidos em nossa fé e dispostos a gerar nas pessoas que estão a nossa volta o sentimento de segurança necessário ao bom exercício do ministério cristão, lembrando sempre que fomos edificados sobre a rocha e não sobre a areia.

16 de janeiro de 2012

Igreja não é produto de consumo!

Parece óbvio afirmar que Igreja não é um produto de consumo, colocada numa prateleira de supermercado para cada um escolher a que melhor supra as suas necessidades. Mas é exatamente isso que muitas vezes temos feito com as nossas igrejas, procurando o melhor rótulo, o melhor sabor, a fragrância mais atraente ao olfato, enfim adaptando a Igreja a necessidade humana, para que cada vez mais tenham pessoas interessadas em consumir o “produto” que estamos comercializando. Ou seja, a Igreja se adapta as pessoas e não as pessoas se adaptam a Igreja e a sua mensagem. Devemos contextualizar, mas não devemos nos tornar superficiais e caricatos por causa disso.
Além disso, começamos a competir no mercado contra outras “empresas” que oferecem o mesmo produto que o nosso. É um tal de igreja falando mal de igreja, de igreja seduzindo membros de outras igrejas, de igreja alargando o caminho estreito para ficar mais fácil para os “consumidores da Palavra” andarem por ele e de igreja dizendo que o que ela oferece é melhor do que as outras oferecem. Tudo isso, seguindo a regra do mercado: o importante é competir, vender, vencer e se possível, extirpar os seus concorrentes. Quanto absurdo vemos por aí!
Pois bem, diante disso, só me resta dizer que tudo isso me envergonha e ao mesmo tempo me entristece. Decido não fazer parte deste esquema bizarro e incoerente. Pelo contrário, meu compromisso é edificar uma igreja centrada na pessoa de Jesus Cristo, que não entristece o Espírito Santo com suas ações e que permite que o amor de Deus Pai flua abundantemente.

15 de janeiro de 2012

Aos agapeiros do estado de São Paulo

Amados discípulos, estamos numa semana de descanso, mas não deixamos de pensar em vocês e naquilo que Deus pretende fazer em nosso meio neste ano de 2012. Temos muitos planos, sonhos e certezas de grandes conquistas em Deus nesse ano. Esse será o ano do nosso crescimento. Por isso, quero incentivar você a crer no impossível de Deus em sua vida. Coloque-se a disposição do projeto de Deus e mãos à obra!
Vamos trabalhar, vamos consagrar a Deus os nossos talentos, vamos abrir células, vamos ganhar vidas, vamos ser transformados e vamos avançar sem embaraços e sem medo. Contamos com você, na certeza que Deus irá confirmar todos os propósitos dEle em nosso meio. Não fique de fora desse mover, pois juntos vamos fazer diferença para a glória de Deus!
2012, Ano do Crescimento! Então vamos crescer, em nome de Jesus! Amamos vocês!

by Ton, Elza e Gabriel

PS: Essa mensagem também é para o Pr. Beto, Elaine e Ariane que estão indo para o Paraguai!

14 de janeiro de 2012

O que eu penso sobre a Igreja

Indo direto ao assunto e sem muita enrolação, quero aqui, a grosso modo, enfatizar o que penso sobre a Igreja de Cristo. É claro que este não é um assunto muito simples e é evidente que muitos provavelmente possuem uma opinião diferente da minha. Mas isso não vem ao caso, já que o título do post define a minha intenção. Este é um texto que define o que EU penso sobre a Igreja. Vamos lá:

1.       Igreja existe porque Deus decidiu criá-la. Ela não é fruto da invenção de homens, mas procede da mente criativa de Deus;
2.       Igreja tem por objetivo final a glória do Deus que a criou. Se ela não cumpre isso, não é Igreja!
3.       Igreja é um lugar que Deus nos convoca para estarmos. Fazemos parte da Igreja Invisível, mas também somos chamados para estarmos ligados à igreja visível;
4.       Igreja não é instituição humana, mas se estabelece na Terra através de homens e da mútua cooperação entre eles;
5.       Igreja não salva ninguém, mas quem é salvo ama a igreja e deseja congregar;
6.       Igreja é lugar de gente imperfeita, para que a perfeita graça de Deus se manifeste;
7.       Igreja não tem como ponto de partida a necessidade humana e sim os desígnios de Deus;
8.       Igreja não é empresa. A regra que serve para o mundo, não tem valor nenhum para o Reino de Deus, pois Ele inverte a lógica humana;
9.       Igreja não é um modelo pré-estabelecido. Se em sua essência não estiver o profundo desejo de agradar a Deus, ela não é nada! Se ela consegue manter isso, então o modelo é um mero detalhe!
10.    Igreja não é um reino particular. Ela não pertence a homens e nem deve existir em função deles. A pessoal central da igreja é Cristo e não o pastor.

Bom, estão aí dez considerações básicas sobre a Igreja  (invisível) de Cristo. Baseado neles (e talvez em alguns que eu tenha me esquecido de escrever), é que eu estabeleço a minha relação e o meu comportamento diante da igreja (visível) de Cristo. Paz a todos!

13 de janeiro de 2012

Eu não quero ser feliz!

O deus da modernidade tem um nome: FELICIDADE. Em quase todas as rodas de conversa entre amigos e em vários comentários do Twitter e do Facebook, de uma forma ou de outra, as pessoas estão demonstrando que o seu maior objetivo na vida é ser feliz. Totalmente normal este tipo de pensamento em uma sociedade hedonista, ou seja, pessoas vivendo em função do seu próprio prazer e felicidade. Mas será que é disso mesmo que precisamos?
         Eu creio que o objetivo da vida é conhecer Deus e a sua glória. Tendo isso como ponto de partida, todas as outras coisas ganham sentido. A felicidade passa a não ser um fim em si mesmo, mas apenas um reflexo da manifestação do amor de Deus em nossas vidas. E por não ser o objeto central da nossa existência, a felicidade perde a sua força e passa até mesmo a ser dispensável.
          Por isso, eu digo: eu não quero ser feliz! Na verdade o que eu desejo é a vida de Deus, pois quando a encontro posso rir ou chorar, posso ter muito ou ter pouco, posso estar contente ou até mesmo sofrer! Nada, absolutamente nada, rouba ou destrói aquilo que é eterno dentro de mim. Nele encontro a real felicidade!

11 de janeiro de 2012

A arte do esquecimento

“Esquecendo-me das coisas que, para trás de mim ficam e avançando para aquelas que estão diante de mim, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”

Frase conhecida, escrita por Paulo e inspirada pelo Espírito Santo para servir de guia para a Igreja de Cristo. Mas neste versículo, quero destacar especificamente o verbo ESQUECER. Por que faço isso? Por acreditar na necessidade urgente de desenvolvermos nossa capacidade de esquecer. Não estou me referindo às boas lembranças que guardamos dos momentos importantes da nossa vida. Também não me refiro ao esquecimento dos feitos de Deus por nós (felizes ou dolorosos). Na verdade, a capacidade de esquecer deve ser aplicada a dois aspectos das nossas vidas. O primeiro, diz respeito às dores e amarguras que, às vezes carregamos por anos com relação a pessoas ou situações que nos marcaram negativamente. Devemos exercitar o perdão e clamar a ajuda do Espírito Santo para que estas coisas não nos prendam no passado. O segundo e mais importante, está diretamente relacionado à nossa salvação. Somos salvos em Cristo de toda culpa e condenação gerada pelo pecado. Por isso, não podemos viver como velha criatura, possuidora de uma velha natureza. Devemos nos esquecer disso! Quando Cristo passa a habitar em nós, somos convocados por Ele para viver em novidade de vida e essa mesma vida não é gerada à partir de algo existente (nosso passado), mas procede de um fonte totalmente nova, que é o Espírito Santo de Deus! Esquecer para avançar, esse deve ser o lema de todo filho de Deus!

Assuntos Polêmicos

É difícil criar um dogma bíblico para reger um determinado comportamento cristão quando não possuímos base bíblica suficiente para isso. Quando o que temos, são apenas versículos analisados fora do contexto, que servem apenas para respaldar nossos preconceitos e visões de mundo, ao invés de uma convicção. Mas o fato é que em muitos assuntos polêmicos e delicados dentro do Cristianismo, assumimos uma posição desiquilibrada, superficial e até mesmo sem sentido. Isso se aplica a temas, tais como: ouvir música secular; fazer tatuagem; colocar piercing; utilizar a arte como forma de expressão de adoração a Deus nos cultos e por aí vai!
Mas o que devemos levar em conta em assuntos “obscuros” é a regra do bom senso. Tudo é lícito, mas nem tudo convém, como diria apóstolo Paulo. Além disso, devemos nos aperceber de como as nossas atitudes e escolhas se refletem naquelas pessoas que estão perto de nós e que precisam ser alvo do nosso amor e respeito, pois quem é maduro, não tem dificuldade de renunciar coisas secundárias (tudo que não é central, é periférico!) pelo bem comum. Por fim, e talvez os aspectos mais importantes que devem ser levados em consideração com relação a esses assuntos “perigosos” são: como as nossas escolhas influenciam nosso relacionamento com Deus e quais as motivações definem estas mesmas escolhas.
 Deixando de lado toda religiosidade e falta de informação, a melhor base para as nossas decisões em assuntos como esse é a nossa devoção a Deus e como queremos expressá-las em nossas vidas. Confesso que essa é uma abordagem simplista, mas tem sido suficiente para delimitar as minhas decisões. Espero que possa ajudá-lo também.  

PS: só para constar: não ouço música secular; não faria uma tatuagem nunca; não colocaria um piercing e acredito que a arte deve ser usada como forma de manifestar a glória do seu Criador (Deus). 

10 de janeiro de 2012

Nada de novo debaixo do Sol

Não há nada de novo debaixo do sol! Esta é a frase marcante do livro de Eclesiastes e que retrata uma grande verdade, muitas vezes esquecida ou ignorada. As coisas mudam, mas elas são sempre iguais e por mais paradoxal que isso possa parecer é assim que as coisas são! Dê uma olhada a sua volta e repare como os fatos, comportamentos, moda, pensamentos, entre outras coisas vão e vem, surgem e somem, numa exaustiva repetição.
Isso não é diferente dentro da igreja. Para nós, não existe nada novo debaixo do sol também. Vemos se repetindo de uma forma cíclica e viciosa entre nós, pensamentos, atitudes, pecados, filosofias, costumes e problemas que parecem não ter fim. As mesmas coisas que um dia foram e por um breve momento deixaram de ser, em outro momento voltam com força total, mostrando claramente que o Pregador não estava errado! E assim caminha a Humanidade e com ela a igreja de Cristo. E olha que a História está aí para confirmar esta tese!
Triste pensar assim, não é mesmo? Tudo é enfado e correr atrás do vento. Absolutamente nada de novo debaixo do sol. Mas, ainda bem que a nossa esperança está além do sol. Deus é a luz que brilha intensamente e que joga claridade em nossas trevas, vida em nossa morte, esperança em nosso enfado. Graças a Deus, Ele é o nosso Sol da Justiça. Debaixo do sol não existe nada de novo, mas no Sol da Justiça existe novidade de vida.

9 de janeiro de 2012

Retroceder nunca!

Como cristãos, não podemos aceitar viver num estado de paralisia espiritual. O Reino de Deus é dinâmico e como pessoas que pertencem a Ele, devemos dinamizar as nossas vidas também. Buscar o ritmo certo e o compasso exato dos movimentos de Deus nesses dias é uma tarefa árdua, mas extremamente necessária para aqueles que desejam crescer e cumprir o propósito de Deus para sua vida.
Além disso, percebemos que toda pessoa que desiste de avançar e crescer, na verdade ela começa a retroceder. Abismos chamam outros abismos e quando a pessoa se dá conta, já foi engolida pelo mundo e pelo retrocesso espiritual. Não é  tempo de retroceder e sim de avançar e crescer! Por isso, entregue - se de corpo e alma a obra de Deus, busque – o intensamente e não se contente com nada que não seja a excelência em sua vida. Esse é um tempo de crescimento em todos os níveis, mas principalmente espiritual e ministerial.
Meu conselho é: defina alvos nobres para sua vida, seja frutífero e obedeça todas as direções do Senhor. Você não vai se arrepender, porque o Todo – Poderoso será contigo e o capacitará para continuar avançando e nunca retrocedendo, pois assim deve ser o filho de Deus.

6 de janeiro de 2012

Profissionais da Fé


Hoje ganhei dois livros de um bom amigo que ganhei de Jesus em 2011 (Pr. Beto). Um desses livros é de um dos pregadores que mais admiro na atualidade. Seu nome é John Piper. Já vi algumas mensagens dele, mas ainda não tinha nenhum livro escrito pelo mesmo, por isso fiquei muito feliz com o presente. Sou muito dado à leitura. Na verdade, às vezes, prefiro mais ler um bom livro, do que ouvir uma pregação.
O título desse livro em questão é “Irmãos, Nós Não Somos Profissionais”. Abri no primeiro capítulo para dar uma olhada no conteúdo, e como sempre, sou tremendamente ministrado pelas palavras desse homem de Deus. No primeiro parágrafo ele diz:

“Nós, pastores, estamos sendo massacrados pela profissionalização do ministério pastoral. A mentalidade do profissional não é a mentalidade do profeta. Não é a mentalidade do escravo de Cristo. O profissionalismo não tem nada que ver com a essência e o cerne do ministério cristão. Quanto mais profissionais desejamos ser, mais morte espiritual deixaremos em nosso rastro. Pois não existe a versão profissional do tornar-se como criança, não existe compassividade profissional e não existem anseios profissionais por Deus.”

Penso nessas palavras e tremo! Precisamos urgentemente dizer não a visão profissional do Reino de Deus, pois isso é demoníaco. As bases do Evangelho que pregamos e vivemos são simplicidade e humildade. Sobre os fracos e os que não são, é que Deus edifica o seu maravilhoso propósito. Devemos então decidir: seremos escravos de amor ou profissionais da fé? O que você responder com as suas palavras não significa nada, mas o seu testemunho pessoal, definirá quem você é!

P.S: Ah! O outro livro que ganhei foi do Jonathan Edwards. Será que estou com livro bom para ler, hein?

4 de janeiro de 2012

Cansado sim. Desistido nunca!


Nesses dias tenho andado  muito cansado. Creio que isso está acontecendo em virtude de um ano muito acelerado que tivemos no ministério. Não que eu seja dado ao ativismo. Muito pelo contrário, tenho fortes resistências a ele. Mas eu sei que, em determinados momentos Deus nos leva há ir um pouco além dos nossos próprios limites. É nesse momento que a fraqueza se transforma em força e o vigor é renovado na vida daqueles que esperam no Senhor.
Se vale a pena viver assim? Se for para o louvor da glória de Deus, com certeza! Mas se for apenas para nos sentirmos úteis e assim aplacar a nossa necessidade interior de aceitação e êxito, então não faz o menor sentido. Aí então esse cansaço se transforma em enfado e embotamento espiritual, que sem dúvida é algo muito perigoso.
Cansado. Ah, com certeza estou! E muito! Precisando parar um pouco para não fazer nada é o próximo item da minha lista. Mas uma coisa é certa: desistido nunca!

3 de janeiro de 2012

De boa intenção, o inferno está cheio!


Várias vezes já ouvimos o ditado popular que serve de título para este post. Eu não sei se o inferno está cheio de boa intenção, mas uma coisa eu sei: a igreja de Jesus está! Mas será que apenas boa intenção é o suficiente? Será que apenas a pessoa querer muito fazer o que é certo, garante a ela a capacidade de fazer o que é certo? Será que boa vontade define quem uma pessoa é no Reino de Deus? Será que uma pessoa bem intencionada, será sempre uma pessoa fiel?
A resposta é simples: NÃO!  Digo isso por um simples motivo: um dos maiores atributos da vida cristã é firmeza de caráter e se uma pessoa é apenas bem intencionada, mas ainda não passou pela aprovação de Deus na sua vida moral, ela está suscetível a mudanças bruscas de comportamento, de acordo com as circunstâncias externas que a envolvem. Por outro lado, quem é reto de caráter, não se abala e mantém sempre o mesmo discurso e a mesma atitude independente de qualquer coisa.
Neste sentido, muitos cristãos não estão prontos para lidar com determinadas situações, tais quais: fama; poder; sucesso; influência, entre outros, porque boa intenção não é uma base segura de sustentação da vida cristã. Para que Cristo brilhe através de nós, nosso caráter precisa ter sido lapidado por Ele e dessa forma seremos luz do mundo e sal da terra.

2 de janeiro de 2012

A gente não quer só comida . . .


Não existe desgraça maior no Reino de Deus do que cristãos que necessitam de distrações e entretenimentos novos para manter firme as suas convicções. Não suportam o tédio do dia – a – dia e por isso ficam atrás de novidades para manter a sua fé viva e atuante. Digo tédio do dia – a – dia, porque acredito, que muitas vezes somos assolados por ele. Mas e daí! A vida cristã só tem sentido se todo dia parecer que você está de férias na Disneylândia? Para mim, essa é uma forma medíocre de viver o cristianismo (se é que pode ser chamado assim esse tipo de religiosidade). Nossa esperança está na redenção em Cristo e no fato de sabermos que o Espírito Santo habita em nós. Isso e tão somente isso, deveria ser suficiente para nos motivar e produzir em nós a verdadeira alegria.
 Por isso, quero dizer algo para encerrar: ficar buscando novos atrativos para a vida cristã, criando caminhos para que as pessoas se sintam bem e não se cansem da igreja é patético e um profundo sinal de infantilidade! Talvez a gente seja tentado a pensar que precisa desesperadamente de diversão e arte (nenhum problema nisso, diga-se de passagem), mas do que precisamos mesmo é de comida, a saber, o PÃO QUE DESCEU DO CÉU!

1 de janeiro de 2012

Nostalgia


     Eu me lembro como se fosse hoje: 31 de dezembro de 2001! Foi neste dia que chegamos em São Vicente! E já no primeiro dia do ano de 2002, pegamos um congestionamento de 6 horas, porque em nossa inocência viemos trazer um amigo no terminal rodoviário da Praia Grande. Na volta para nossa casa, encontramos todos os paulistanos que estavam voltando para sua city. Meu Deus, que loucura!
     Viemos para dar continuidade ao trabalho já iniciado pelo Pedro e pela Andréia. Na época nos reuníamos dentro da casa de recuperação (Projeto Creres) e contávamos com mais ou menos 30 pessoas (e um exército de pombos que cismavam de fazer as suas necessidades fisiológicas em cima da gente). O tempo passou e hoje já são dez anos nessa terra maravilhosa que o Senhor nos deu. Confesso que nem sempre foi tudo maravilhoso. Teve muito choro, muito clamor, muita tristeza, muito abandono, muita dor, mas em tudo isso, Deus forjou (e tem forjado) o meu caráter e o da minha esposa. Mas, se colocarmos na balança, as alegrias superam as tristezas, com toda certeza! Conhecemos gente muito boa, fizemos bons amigos, fomos usados por Deus para ganhar vidas, fomos agraciados por Deus com muitos discípulos lindos e tivemos nosso maior presente, que é o Gabriel, nosso filhão. Enfim, Deus nos usou e tem nos usado nessa empreitada! E para nós, essa é a única coisa que interessa!
     Muitos desafios existem pela frente e muitos já foram superados. Daquela pequena igreja de dez anos atrás, já nasceram mais três igrejas, e aquelas 30 pessoas do início, hoje já é uma pequena multidão. Glória a Deus por isso! O que fica como lição para nós disso tudo é: sempre obedeça a Deus; renuncie tudo por Ele; dedique-se ao máximo às pessoas que Deus colocar em seu caminho; seja grato por todo apoio que já recebeu e saiba que ninguém constrói nada sozinho! Feliz 2012 a todos!!!