29 de fevereiro de 2012

A religião é o ópio do povo.

Toda crise de abstinência é um gigante a ser vencido por aquele que a vivencia. O organismo clama pelo entorpecente que o mata gradativamente, mas ao mesmo tempo lhe traz êxtase. Por isso, o dependente luta entre o certo e o errado, entre o momentâneo e o permanente e entre o prazer e a sobriedade. É uma guerra difícil de ser vencida!
Neste contexto, a religião é uma droga que vicia rapidamente e se livrar dela requer muito esforço, pois a crise de abstinência é agressiva e intensa! Volta e meia queremos voltar às velhas práticas superficiais e pecaminosas e a uma forma de pensar humanista. Lutamos com todas as nossas forças para manter o controle das nossas vidas (sintoma claro desta droga chamada religião) e manter tudo nos seus devidos lugares. No meio da crise de abstinência religiosa, enfrentamos até mesmo a Deus e os seus princípios, porque não queremos de modo algum abandonar aquela sensação estranha e cômoda causada por uma espiritualidade farisaica. E como todo dependente, inventamos desculpas e mentiras para justificar nossos erros e recaídas. Também somos acometidos por inúmeras crises pessoais interiores, na busca de respostas para a avalanche de perguntas que consomem nossa alma. É assim a vida de um dependente religioso.
Mas, felizmente, para tudo existe uma solução! Neste caso, o remédio se chama conhecimento da graça de Deus, misturado com o conhecimento da verdade do Evangelho. Essa fórmula, pode libertar qualquer pessoa, inclusive aquele que vive na religiosidade.

Um comentário:

  1. Tri bom! Freud se mexeu no túmulo, como diria minha vó Delmira!

    ResponderExcluir